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Juíza bloqueia R$ 35 milhões de 18 réus, mas só acha 2% do valor



A juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, informou que apenas 2% dos valores pleiteados como bloqueio de investigados na Operação “Crédito Podre” foram efetivamente retidos. O objetivo inicial do Ministério Público era conseguir R$ 35,3 milhões, mas apenas R$ 586 mil foram bloqueados.

Do total que foi indisponbilizado, são R$ 227,8 mil nas contas do réu Wagner Florêncio Pimentel e outros R$ 2,7 mil nas contas de uma empresa também vinculada a Pimentel.
Investigações da Polícia Judiciária Civil, desenvolvidas em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), levantaram que mais de R$ 1 bilhão saíram do Estado de Mato Grosso, por meio da exportação de grãos sem o devido recolhimento do ICMS, deixando prejuízo estimado em R$ 143 milhões, entre 2012 e 2017.
De acordo com as investigações da Polícia Civil e Defaz, em 6 anos, a organização criminosa montada para sonegar impostos de transações comerciais da venda de grãos em Mato Grosso, emitiu 2,1 bilhões de notas fiscais frias, que nunca tiveram os tributos recolhidos aos cofres públicos.
Em levantamento, a Secretaria de Fazenda revelou que apenas no período de junho de 2016 a julho de 2017, a organização promoveu a saída interestadual tributada de mais de R$ 1 bilhão, em produtos primários de origem agrícola, utilizando documentação fiscal emitida por empresas de fachadas criadas para sonegar ICMS e demais tributos.
O processo que tramita na 7ª Vara tem como réus Wagner Florêncio Pimentel, Almir Cândido de Figueiredo, Rivaldo Alves da Cunha, Paulo Serafim da Silva, Kamil Costa de Paula, Evandro Teixeira de Rezende, Paulo Pereira da Silva, Diego de Jesus da Conceição, Marcelo Medina, Theo Marlon Medina, Cloves Conceição Silva, Paulo Henrique Alves Ferreira, Jean Carlos Lara, Rinaldo Batista Ferreira Júnior, Rogério Rocha Delmindo, Neusa Lagemann de Campos, Keila Catarina de Paula e Alysson de Souza Figueiredo. 

Arthur Santos da Silva, repórter do GD


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