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Família denuncia PMs por torturarem marido e assediar filha durante ação



Uma família irá acionar a Corregedoria da Polícia Militar para denunciar uma suposta tortura contra Ivo Paraiso da Silva, de 39 anos e por assedio contra Ingrid Lopes Paranhos, 20 anos. Os dois foram detidos na noite da última quarta-feira (24), suspeitos de tentarem impedir a prisão de uma vizinha, no bairro Colinas Verdes em Várzea Grande. Os militares chegaram a fazer disparos com bala de borracha.

“Invadiram a casa da vizinha do lado. Ela começou a gritar que eles estavam batendo muito, espancando. Então minha sogra perguntou o que estava acontecendo e eles [PMs] empurraram. As filhas do meu marido então reclamaram e disseram que ela era uma idosa e que não podiam fazer isto. Foi então que começaram a empurrar também as meninas e bater. Pegaram até o celular dela, porque disse que ia ligar para o tio”, afirmou a madrasta das meninas, Laudineia dos Santos.

Ivo, que estava chegando em casa, viu as filhas sendo empurradas e perguntou o que estava acontecendo. “O policial deu um tiro de borracha nele, o algemou, chamou de vagabundo e xingou de vários nomes. Meu marido é trabalhador e foi levado para dentro da viatura e torturado por eles”.
 
Laudineia também denuncia que os policiais teriam assediado a sua enteada de 20 anos. “Passaram as mãos nas partes íntimas e tudo, dizendo que estavam procurando drogas. Nós fomos com um advogado para a delegacia e eles demoraram a chegar. Torturaram meu marido no caminho todo”.


 
“Disseram que foi desacato a autoridade. Como que a gente ia fazer isso com eles todos armados. Eram mais de dez policiais, anotamos a placa da viatura e vamos até a corregedoria para denunciar. Meu marido já fez exame de corpo de delito e não vamos deixar isto assim. Meu marido está saindo como se fosse um criminoso e ele é trabalhador”, afirmou a mulher.
 
A jovem de 20 anos está com diversos hematomas por conta do fato, segundo Laudineia. “Meu marido faltou o serviço hoje pela primeira vez, por conta desta palhaçada. Ele nunca tinha faltado. A polícia ainda faz com que ele saia como um criminoso, com o rosto dele estampado, coisa que ele não é”.

Outro lado

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou, por meio da corregedoria, que "investiga todas as denúncias contra policiais militares. A denúncia pode ser formalizada na Coordenadoria de Atendimento ao Cidadão, da Corregedoria, onde será ouvido no momento da denúncia para imediata instauração de procedimento investigatório sumário, cuja conclusão indicará as providências legais".
 
O caso
 
Três pessoas foram presas na noite desta quarta-feira (24), uma acusada de tráfico de drogas e as outras duas por agredirem a polícia e tentarem impedir a prisão, no bairro Colinas Verdes em Várzea Grande. Os militares fizeram disparos com bala de borracha e conseguiram controlar os suspeitos.
 
De acordo com informações da polícia, por volta das 21h uma equipe da Polícia Militar fazia rondas pelo bairro Costa Verde quando se deparou com uma mulher entregando algo para um homem. Ao observarem a aproximação da PM os dois correram.
 
Os policiais viram o momento em que a mulher, identificada como Edimara de Souza Canavarros, 41 anos, jogou dois frascos no chão. A suspeita foi abordada pelos militares e nos frascos foram encontradas 48 porções de substância análoga a pasta base, 10 porções de substância análoga a cocaína e R$ 100.
 
A polícia iniciou então buscas dentro da casa de Edimara e lá encontraram mais 44 porções de substância análoga a maconha, uma balança de precisão e R$30. No momento em que foi dada a voz de prisão, a polícia conta que diversos populares se aproximaram para tentar impedi-los e por isso foi acionado o apoio e efetuado três disparos de bala de borracha, um deles atingindo a perna de um homem.
 
Os suspeitos Ingrid Lopes Paranhos, 20 anos, e Ivo Paraiso da Silva, de 39 anos (que foi atingido pelo disparo), não acataram as ordens dos policiais e começaram a agredi-los com chutes e socos. Os dois então foram contidos e também detidos. Todos foram encaminhados à Central de Flagrantes.



Da Redação


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