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Novos trechos da delação do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa e a vídeos que registram ainda mais políticos do estado recebendo propina.




Os flagrantes são de pagamentos de propina, em uma espécie de mesada para que políticos apoiassem o governo do estado. O dinheiro era desviado de contratos do governo de Mato Grosso.

Os delatores Silval Barbosa, ex-governador de Mato Grosso de 2010 a 2014, e Sílvio Cezar, seu então chefe de gabinete, gravaram a entrega de dinheiro e juntaram as imagens na delação premiada.

O ex-deputado estadual Antonio Azambuja, do Partido Progressista, chega com uma pasta daquelas de guardar computador. Ele começa a receber vários maços de dinheiro, o dinheiro é contado ali.
Sílvio: Você sabe que é 50, né?
Azambuja: Sim.
Sílvio: Dez, 20, 30 e mais 20, 50.

O ex-deputado coloca tudo na pasta, mas não cabe. Aí ele retira os elásticos para fazer maços menores. Não consegue fechar de novo. Azambuja, então, tira parte dos maços. Aperta a pasta.

Vendo que era dinheiro demais para uma pasta tão pequena começa a encher os bolsos do paletó. No fim, Azambuja reclama da imprensa em Brasília:
Azambuja: Brasília é um inferno. Imprensa ali detona qualquer um. O cara vem prá.. Já tá no anonimato.

Em outro vídeo, entrega de dinheiro em família para dois irmãos: Airton Rondina, conhecido como Airton Português, do PSD, ex-deputado estadual, e a irmã Vanice Marques, ex-secretária estadual.
Silvio começa a colocar dinheiro na mesa. Vanice prepara a bolsa e pega os maços.
No vídeo, o deputado estadual Baiano Filho, do PSDB, não recebe dinheiro, mas cobra, fala em valores e questiona se o acerto não será cumprido.
Azambuja: O presidente prometeu (inaudível)
Baiano: ...  que tinha arrumado R$ 1,8 milhão.
Azambuja: Dou conta não, dou conta não. Eu preciso!
Sílvio: Eu sei, mas não tem como. Não tem.
Baiano: Mas ele falou na hora, pô. Esse povo não, não cumpre o que fala?

Na semana passada, o Jornal Nacional mostrou outros políticos de Mato Grosso: o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, do PMDB, que enche os bolsos do paletó de dinheiro - era tanto que ele deixa até cair.

O deputado federal Ezequiel Fonseca, do Partido Progressista, recebeu em uma caixa de papelão; o então deputado estadual Hermínio Barreto, do PR, em uma bolsa; assim como a atual prefeita de Juara, Luciane Bezerra, do PSB, o ex-deputado estadual Alexandre César, do Partido dos Trabalhadores, guardou as notas em uma mochila. 

Tudo isso passou a ser investigado com autorização do Supremo na semana passada. O ministro relator do caso, Luiz Fux, autorizou abertura de inquérito para apurar crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

O pedido, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é para investigar o envolvimento de todos os citados. A partir de agora, a procuradoria vai analisar cada fato revelado na delação.
O que dizem os citados
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, disse que vai provar que não fez nada ilícito.

Oscar Bezerra declarou que a mulher dele, Luciane Bezerra, prefeita de Juara, recebeu dinheiro para pagar dívidas de campanha.

Hermínio Barreto, o J. Barreto, disse que só vai falar na Justiça. 
O JN não conseguiu contato com Alexandre César, Ezequiel Fonseca, José Domingos Fraga, Airton Rondina, o Airton português, Antônio Azambuja, Vanice Marques e Baiano Filho.



G1


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